BPC/LOAS: Quem Tem Direito e o Que Fazer se For Negado
BPC/LOAS negado ou cancelado? Entenda os critérios de renda e deficiência, o que fazer após a negativa do INSS e como reverter administrativa ou judicialmente.
Introdução
O BPC/LOAS (Benefício de Prestação Continuada, previsto na Lei Orgânica da Assistência Social) garante um salário mínimo mensal a idosos e pessoas com deficiência em situação de baixa renda. Mesmo sendo um direito garantido por lei, é comum o INSS negar o pedido — muitas vezes de forma equivocada.
Quem Tem Direito ao BPC/LOAS
O benefício é destinado a duas situações:
- Idosos com 65 anos ou mais, em situação de miserabilidade;
- Pessoas com deficiência de qualquer idade, incluindo TEA, TDAH, PCDs físicas ou intelectuais, cujo impedimento seja de longo prazo (mínimo 2 anos) e limite a participação plena na sociedade.
Em ambos os casos, a renda familiar per capita deve ser, em regra, inferior a 1/4 do salário mínimo, embora o STF já tenha reconhecido (Tema 173) que esse critério pode ser flexibilizado quando outros elementos comprovam a vulnerabilidade social.
Por Que o INSS Costuma Negar
As negativas mais comuns acontecem por:
◊ Perícia médica que desconsidera laudos e relatórios já apresentados;
◊ Cálculo de renda familiar que não reflete a realidade (ex.: despesas médicas contínuas não descontadas);
◊ Avaliação social superficial, que não capta o impedimento de longo prazo;
◊ Erros formais no requerimento administrativo.
O Que Fazer Após a Negativa?
⊕ Analise a carta de indeferimento: o motivo alegado pelo INSS muda a estratégia.
⊕ Reúna documentação médica e social atualizada (laudos, receituários, relatórios escolares em caso de crianças).
⊕ Avalie recurso administrativo, se ainda dentro do prazo.
⊕ Se o recurso não resolver, a via judicial costuma ter alto índice de reversão, com nova perícia médica e social produzida sob supervisão do juiz.
Conclusão
Negativa do BPC/LOAS não é palavra final. Boa parte dos casos negados administrativamente são revertidos quando bem instruídos: seja no recurso, seja na Justiça. Quanto antes buscar orientação, maior a chance de reduzir o tempo sem o benefício.